Sim, aquelas mesmo. Aquelas que começam a incomodar durante a trilha e levam a lembrança da aventura até em casa e nos dias seguintes.

Largas ou pequenas, grandes ou profundas, as bolhas já me limitaram a continuar e fazer muitas aventuras a mais.

Você também deve estar se perguntando porque está lendo isso, mas ao final irá entender. E isso poderá ajudar alguém que você conheça, ame, que não passe por essa dor como passei.

Tenho (ou tinha, esperamos) esse problema desde minha adolescência quando era escoteira. No acampamento todas felizes, cansadas mas com aquela alegria. E a Marina voltava mancando para casa com o pé cheio de bolha. Já perdi a conta de quantos banhos tive que tomar sentada por não conseguir nem colocar o pé inteiro no chão…

Então, fomos buscar uma solução!

Troca calçado

Compra calçado novo

Compra palmilha

Testa palmilha

Troca palmilha

Nada funcionava… 

Os pés são ferramentas fundamentais para quem busca por liberdade. Não parece, mas às vezes somente quando nos machucamos nos damos conta da importância de determinada parte de nosso corpo.

 

 

Agora, depois de adulta, me dei conta porque demorei mais para retornar às atividades na natureza que tanto amo. Tem nome, tem tamanho, mas tem lembrança de dor. Só de imaginar a sensação de novo de ter que andar igual a um caminhão torto, me repelia mais do que a vontade de vivenciar os benefícios das práticas.

Então, no início de agosto de 2020, fiz meu primeiro Trekking com o grupo TrekkingRS. Próximo ao final do evento, já caminhava com os pés com a sola virada para dentro evitando o atrito doloroso entre o chão e o calçado. Não tinha nem coragem de olhar ou de tirar a meia para ver o desastre. Precisei fazer um curativo no dedão do pé, onde havia feito uma bolha e, em cada pisada, cada passo, doía mais, de novo, de novo e de novo.

Consegui concluir o trajeto com os seus 22km. 

Mas ao chegar em casa… Tive a coragem necessária…

Havia feito a maior bolha que já vi!

Não tive coragem de tirar foto para não dar ânsia de vômito… rsrs

Após aquele sábado, pedi orientação para o pessoal da TrekkingRS do que poderia fazer de diferente para que isso não ocorresse novamente.

Aqui vêm a diferença de se falar com as pessoas certas e que realmente entendem do assunto. Me recomendaram uma meia específica de trekking para endurance. Na hora eu pensei ‘’oi?! Existe mesmo isso?! Será a minha salvação?? rsr’’. Fiquei com aquela esperança de que após essa meia as coisas seriam muito diferentes.

E foram!

Fui atrás dessa meia na mesma semana! Segui a recomendação de um dos melhores locais para comprar equipamentos de aventura em Caxias do Sul.

A meia de trekking para endurance da marca Solo encontra-se à venda em Caxias do Sul na loja Patos do Sul. Fui atendida pela proprietária Helen. Me comentaram de como ela é gente fina, e ao conhecê-la, não tive como não concordar!

Helen me explicou e mostrou na meia os diferenciais da mesma e me ajudou a escolher o melhor tamanho. 

 

 

Discreta e confortável, me adaptei tanto que comecei a usar a meia até com outros calçados e momentos que não são de aventura como botas e coturnos.

Então, chegou a hora do ‘’teste drive’’ no trekking. Caminhamos 15km sobre os trilhos da Ferrovia do Vinho e pela primeira vez não houve incômodo e nem dor alguma! Estávamos na metade do percurso e eu estava feliz da vida como sentia meus pés confortáveis.

Até pararmos para o almoço…

Ali em diante, começou aquela sensação de novo. Caminha pra cá, coloca o pé pra lá. A cada passo sobre o trilho e a cada pedra que pisava, imaginava o que iria acontecer de novo. Mas dessa vez foi melhor! Acredite…. rsrs. Finalizei o percurso com apenas 4 bolhas pequenas no pé direito e 2 bolhas no pé esquerdo!!! Havia sido meu recorde de menos bolhas até então!!! (Sim, acredite, foi a vez que tive as menores bolhas e menor quantidade)

Pedindo orientação de novo, me recomendaram ter pelo menos duas dessas meias. Uma para o início da caminhada e outra para trocar em torno da metade do percurso, onde já começava a suar e a meia não ficaria tão firme no pé como deveria ficar para manter a sua função.  

Decidi uma procura médica também para que isso fosse solucionado de vez (se é que fosse possível) e pudesse realmente aproveitar aventuras sem sentir dor. Fui em uma dermatologista que me recomendou um creme de proteção para os pés (cá entre nós, é um creme de proteção de pés de bebês hehehe). Cavilon é um produto que pode ser encontrado tanto em spray quanto em formato de creme. Optei testar pela forma de creme.

Com a sua alta eficiência é necessário aplicar muito pouco creme na sola dos pés. Não é necessário ficar esperando secar. Caso a pele tenha ficado oleosa é porque aplicou muito creme (descobri isso lendo as instruções de uso após as duas primeiras vezes que apliquei e fiquei esperando muito o creme secar).

Procurei em lojas físicas em Caxias do Sul e só encontrei em uma loja. Porém, acabei comprando pela internet devido ao melhor custo benefício de quantidade e valor.

A diferença física que fica na pele de usar o creme com as meias é que, ao invés de formar as bolhas, ele resseca um pouco o pé formando uma camada de queratina e não permite que forme as bolhas, ficando assim realmente uma camada de proteção.

 

 

Então, é chegada novamente a hora do teste drive duplo: Com as duas meias e o creme.

 

 

Já passou por um momento de esperança? Com um certo medo, mas confiante? Esperando e torcendo para que não aconteça igual as vezes anteriores, mas não conseguindo acreditar que algo diferente seja realmente possível.

Caminhamos em torno de 8km no sábado. Senti algumas vezes o pé incomodar mas toda vez que olhava e tirava a meia não havia uma bolha sequer. Não estava acreditando na sensação de alívio que era… Cheguei ao final da caminhada podendo tirar as meias e ver o alívio da verdade: Nenhuma bolha!

Fiquei tão feliz que quis testar de novo!

Na semana seguinte testei 3 dias seguidos em caminhadas muito diferentes. Subindo morros, cachoeiras, rios e caminhando em estradas. Me sentia flutuando em nuvens de poder fazer o que  amo sem ter que me incomodar com os pés doendo.

 

 

Agora, me sinto preparada e segura para encarar longas e novas aventuras!

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3 Comentários de

  1. Saionara 30/03/2021 no 18:07

    Adorei essas dicas!!!
    São muito importantes para que está em movimento.
    Muito grata por compartilhar 🤩🤩🤩

    +4
    Responder
  2. Fernanda 30/03/2021 no 18:55

    Que texto mara! Eu nunca tinha visto dicas sobre esse assunto dessa forma. Vale muito a pena ler!

    +3
    Responder
  3. quelen 01/04/2021 no 09:15

    Grata por compartilhar esse conhecimento 😊.

    +2
    Responder

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