Soldados de Sebold e Serra do Corvo Branco são lugares lindos que estão pertinho da gente e a gente nem sabe que existe, ou até sabe que existe, mas vai visitar outros muito mais distantes e deixa de conhecer nosso próprio quintal. Em maio embarquei em uma viagem para a Serra Catarinense com a Trilha do Viajante, o roteiro incluía Soldados de Sebold, em Alfredo Wagner e Serra do Corvo Branco, em Urubici. Mas pra ser bem franca, o que eu mais queria conhecer era o Cânion do Rio Lajeado, um lugar que sempre me chamou atenção.

Saímos de Caxias do Sul logo depois da meia noite, e viajamos a noite toda com destino a Alfredo Wagner. Depois de uma parada para um bom café da manhã, iniciamos nossa caminhada rumo a Soldados de Sebold, um conjunto de formações rochosas de arenito de cerca de 90 metros, encravadas na serra geral de Alfredo Wagner. A formação recebeu este nome porque as rochas são grandes totens, que se parecem com soldados, guardiões posicionados na encosta das montanhas, e Sebold era o nome do proprietário das terras.

É possível acessar o local a pé, bicicleta, moto e carro, sendo que há caminhos distintos para as modalidades. A trilha para quem vai a pé é bem sinalizada, inicia com um trecho de subidas, para depois então já avistarmos as belíssimas montanhas, das quais nos aproximamos em uma caminhada mais leve e com paisagens de encher os olhos.

Aos pés dos Soldados de Sebold há uma montanha que tem o perfeito formato de uma pirâmide, mais uma obra divina pra completar a paisagem. É possível fazer a ascensão desta pirâmide, mas não estava nos nossos planos desta vez, é um bom motivo para ter que voltar.

Fizemos um pequeno desvio e fomos dar uma passadinha na Cachoeira das Andorinhas, um belo lugar, escondido em meio à mata.

A entrada do “Soldados de Sebold” é controlada, é necessário pagar ingresso e fazer reserva caso queira acampar. Tudo isso é importante, pois ajuda na manutenção do local e controle de visitantes, tudo é muito bem cuidado e sinalizado. Nossa parada foi no Camping Baixo, local que possui uma estrutura de bar, banheiros, hospedagem e cozinha coletiva. É luxo chegar lá e tomar um suco de laranja feito na hora, e comer uma torrada quentinha.

O local conta também com balanços, os queridinhos pra quem quer registrar sua passagem pelo local de uma forma mais descontraída. 

Saindo do pórtico foi o momento de conhecer o Cânion do Rio Lajeado, principal nascente do Rio Itajaí-Açu. Para poder chegar até a parte mais esculpida pela água é preciso estar disposto a molhar um pouco os pés, pois a caminhada de cerca de 500 é pelo leito do rio, mas vale muito a pena, a beleza dos paredões compensa.

O dia de explorar Alfredo Wagner chegou ao fim, momento de pegar a estrada rumo à Urubici. Jantamos em um restaurante com todo o grupo, mas deu pra ver que a pequena cidade tem inúmeras opções de pequenos bares, restaurantes e bistrôs, todos com uma aparência muito simpática e acolhedora.

Nossa noite foi na Pousada Rural Nossa Senhora de Lourdes, que fica cerca de 2km do centro de Urubici. A pousada conta com quartos coletivos e também chalés para duas pessoas (com um pequeno fogão a lenha para aquecer), e é também camping, com uma ampla área verde e de estacionamento. Pela manhã um delicioso e farto café da manhã típico serrano nos preparou para o segundo e último dia de viagem.

Destino: Serra do Corvo Branco, famosa pela sua “garganta”, o maior corte em arenito no Brasil, realizado para a construção da estrada, que é a divisa entre Urubici e Grão-Pará. Além dos grandes paredões, a serra impressiona pelas suas curvas acentuadíssimas, não é por nada que já foi considerada uma das estradas mais perigosas do país.

Como a estrada é estreita (e parte não é asfaltada) e o lugar é cada vez mais procurado por turistas, se possível, vá bem cedo, ou em dias de semana, assim poderá desfrutar do local com mais calma e tranquilidade.  

Minha grande surpresa da viagem foi conhecer o Parque Altos do Corvo Branco. Trata-se de uma propriedade privada que foi transformada em parque para visitação em 2019 e já é digna de elogios pelo seu formato. A compra do ingresso, em um container na lateral da estrada, permite acesso à uma área mais alta, que proporciona uma visão privilegiada da serra e das montanhas ao redor. O acesso pode ser feito de carro.

Chegando no topo do parque, os carros são deixados em um estacionamento e os visitantes podem explorar o parque a pé ou com um ônibus, que conduz os turistas aos mirantes mais distantes, durante o deslocamento, um áudio explica um pouco sobre o parque, a história do local, e o que pode ser visto de cada um dos mirantes.

É possível fazer parte do deslocamento a pé e parte com o ônibus, em cada um dos mirantes, placas indicam um pouco das características geográficas do lugar. Neste parque também há diversos balanços, compondo cenários belíssimos para registrar este momento nas alturas. O complexo conta também com uma lancheria e banheiros, estrutura que está sendo ampliada para melhor receber os visitantes.

Infelizmente esse passeio foi só de dois dias, mas já foi o bastante para conhecer lugares lindos e ter vontade de voltar para a Serra Catarinense pra explorar muito mais. 

Soldados de Sebold e Serra do Corvo Branco são lugares lindos.
Você já visitou estes lugares? Tem alguma dica da região?

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2 Comentários de

  1. Fernanda Scheifler 10/06/2021 no 17:52

    O relato de viagem me deixou com vontade de ver e sentir tudo de perto. Que imagens lindas, e como foi dito, tudo isso aqui bem pertinho. Paraíso ao nosso redor. Amei! Me senti fazendo parte. Beijão.

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  2. Pingback: Trilhas com as vistas mais incríveis | Trilhas Conectam

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