Miranda estacionada em Brumadinho

CONHECENDO A MIRANDA

Conhecendo a Miranda e pegando a estrada de um jeito diferente, fomos do Rio Grande do Sul até Minas Gerais de motorhome. Se você não leu o primeiro post sobre a viagem, clica aqui e lê, ele conta um pouco sobre a elaboração do roteiro e os preparativos da viagem. E agora vamos compartilhar mais um pouco sobre essa aventura.

Roteiro ok, aplicativos baixados, mapas offline ok, malas prontas, chegou a hora de cair na estrada. 

PEGANDO A ESTRADA

Antes de sair rodando na nossa casa sobre rodas o Enio e a Márcia, proprietários da Ancorados por Aí, fizeram uma apresentação completa da Miranda (uma Renault Master), e um rápido treinamento para que pudéssemos viajar com tranquilidade. Ensinaram como encher o reservatório de água, como esvaziar as águas cinzas e negras. Funcionamento do aquecimento a gás, da bateria que alimenta a eletricidade do trailer, como ligar na energia externa, abertura do toldo lateral, mostraram todos utensílios e equipamentos… enfim, tudo o que precisávamos saber pra aproveitar a aventura.

Conhecendo a Miranda e pegando a estrada, paisagens lindas

Muitas pessoas perguntam sobre a habilitação para dirigir o motorhome. A partir de 2011 houve uma alteração no Código de Trânsito Brasileiro, que passa a permitir que condutores habilitados na categoria B conduzam veículo motorizado cujo peso bruto total não exceda 3.500kg e cuja lotação não exceda a oito lugares, excluído o do motorista, não sendo mais necessária a habilitação diferenciada, como era até então. Então, qualquer motorista com CNH B pode dirigir motorhomes pequenos, como a Miranda.

Conhecendo a Miranda e pegando a estrada, seguindo em frente

SEGURANÇA

Outra questão recorrente é: vocês não tinham medo de estacionar e dormir na rua?

Claro que a segurança é uma preocupação quando se está viajando, ainda mais em um país como o Brasil (infelizmente), mas não podíamos deixar que esse medo fosse maior do que nossa vontade de fazer essa aventura. Meu maior receio era que roubassem o carro, principalmente por não ser meu, mas depois pensei melhor e concluí que nenhum ladrão roubaria um carro chamativo como a Miranda, seria facilmente encontrado…

Então duas coisas foram essenciais para que nos sentíssemos mais seguros: a primeira é um spray de gengibre (mesma função do spray de pimenta), que tínhamos sempre por perto caso tivéssemos alguma situação de perigo, mas não foi necessário utilizar nenhuma vez. =)

Conhecendo a Miranda e pegando a estrada, divisas dos estados

A segunda providência foi fazer um bom uso dos aplicativos, o MaCamp e o IOverlander, que citei no post anterior, que são muito bons para identificarmos locais adequados para estacionar o trailer e passar a noite, passamos noites em postos de combustíveis, camping, rodoviárias, terminal turístico e até pousada/restaurante que aceitam que você estacione no pátio do estabelecimento. 

Os aplicativos informam quais as facilidades que cada local dispõe: energia elétrica, água, chuveiro quente, esgoto (para esvaziar as águas negras), sinal de celular, banheiros…

Conhecendo a Miranda e pegando a estrada, aplicativos importantes

Outra medida muito boa e eficiente é conversar com os caminhoneiros, principalmente quando você tem alguma dúvida de rota. Conversar com outros caravanistas (viajantes sobre rodas) e com a polícia ou guarda municipal podem ser boas alternativas de reconhecimento do local e para saber se é seguro.

Conhecendo a Miranda e pegando a estrada ONDE DORMIMOS

Nossa despesa com estadias/estacionamento da Miranda para podermos passar a noite foram super baixas, em pouquíssimos lugares tivemos que pagar. Mas é claro que isso, quase sempre, também implica em estrutura disponível.

Cidade
Pernoite
Energia Elétrica
Água
Banheiro
Chuveiro
Despesa
São Thomé das Letras*
Rodoviária
   
x
x
R$ 50,00
Ouro Preto
Rodoviária
       
Pq. Estadual Itacolomi
Camping do parque
x
x
x
x
R$ 80,00
Mariana
Terminal Turístico
       
Brumadinho
Pousada Dona Carmita
x
x
   
Tiradentes
Rodoviária
x
x
x
 
R$ 30,00

*a “hospedagem” de São Thomé das Letras é peculiar, e vai estar no relato da cidade, que logo, logo já vai pro ar também.

Conhecendo a Miranda e pegando a estrada, foi demais!

Conhecendo a Miranda e pegando a estrada com PEDÁGIOS 

Outro detalhe a ser programado e não ficar empenhado é a questão dos pedágios. Lembrando que eles não aceitam pagamento via cartão de crédito, por isso é necessário que tenha sempre um pouco de dinheiro junto, e de fácil acesso, pois são bem frequentes. Uma alternativa é adquirir os serviços de cobrança automática de pedágio, como o Sem Parar, ConectCar, Veloe, Greenpass….

Gastamos quase R$ 200,00 em pedágios entre a ida e a volta, mas posso dizer que o valor que pagamos valeu a pena, pois todas as estradas pedagiadas estavam em ótimas condições, o que permite uma viagem mais leve e tranquila. Infelizmente andamos em algumas estradas sem pedágio que estavam em um estado vergonhoso, o que torna a viagem tensa e perigosa também. 

Conhecendo a Miranda e pegando a estrada, pedágios

Bom, eu acho que consegui falar um pouco sobre Conhecendo a Miranda e pegando a estrada todos detalhes mais técnicos da viagem. A partir de agora virão os posts dos destinossss =)

Se ainda ficou alguma dúvida ou alguma curiosidade sobre esses ou outros assuntos de uma viagem de motorhome, deixa teu comentário, vai ser um prazer compartilhar um pouco mais dessa experiência!!

Conhecendo a Miranda e pegando a estrada
Conhecendo a Miranda e pegando a estrada

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